Cada vez que eu olho ao redor, as paredes se juntam mais um pouquinho. Estranhamente, não me desespero, respiro fundo, ligo a mistura maravilhosa que é Vinicius com Tom e fico desejando estar deitada na praia ou em qualquer lugar que antigamente meu eu orgulhosamente tensionada detestaria.
Sejamos realista, voltei às origens. Voltei a ser tudo que eu há tempos era e agora estou declarando minha saudade do que eu mais recentemente fui. Se faz sentido? Sei lá, parei de procura-lo nas coisas... Acho que tô mais preocupada procurando coisas mais simples como, não sei, o ar. Porque, honestamente, não importa o que eu faça, essas paredes não param de se juntar. Me disseram que elas talvez parem com o tempo. A questão é, quanto tempo? Tic, tac, tic, tac, tic, tac e nada.
Mas se Vinicius disse que mulher tem que ter "qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade", quem sou eu pra contestar?