Por vezes a gente encontra pessoas tão maravilhosas na nossa vida que nos dá até um pouco de arrependimento de escolhas prévias que nos impediram de conhecê-las antes. No entanto, como já diria Fernando Pessoa, "o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem", e eu realmente não sei se nós aprenderíamos sobre Fernando Pessoa com você, mas acho que se sim, seria incrível.
Você vivia nos dizendo os perigos de perder aqueles cinco minutinhos de explicação (iria gerar um eterno buraco no nosso conhecimento sobre tal assunto) e eu posso falar que todos os cinco minutinhos perdidos agora são um eterno arrependimento de todos nós, não pelo buraco no conhecimento (com todo o respeito), mas pela infinidade de tempo em que vamos desejar escutar as suas explicações, nem que seja só por cinco minutinhos.
Você também falava dos perigos de não nos tornarmos alguém diferente, de não deixar nossa marca em outras pessoas. Acho que não tenho muita autoridade pra falar, mas você não só deixou uma marca, e sim se estampou no coração de todos os seus alunos. Preciso adicionar também, que algo que nos marcou muito foi essa sua paixão por literatura, acho que uma vida sem paixão é triste, e agradeço muito por você ter dividido a sua conosco.
Ser professor não deve ser nada fácil, mas espero que todas as pessoas que você inspirou, toda a saudade que você vai deixar, toda a admiração que nós sentimos por você e todos os destinos e futuros que você ajudou a traçar valham a pena pra você. Vamos sentir sua falta.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
anjos 2
Garoto, abre esses braços. Deixa a vida entrar. Você anda por aí com esse queixo erguido e os ombros sempre pra trás. Mas e esse rostinho lindo? Taí, de cara amarrada. Não pode, não dá, não deixo. Cada vez que você faz um comentário sarcástico e solta um meio sorriso, meu coração dá saltos. Vamos fazer um trato, eu e você, que tal deixar ele virar um artista de circo?
Essa dor não é pra sempre, isso eu te prometo, um dia a gente acorda e vê uma luzinha surgindo em todo esse cinza que a vida tende a ser. Não, não é um trem desgovernado. É o amor? Talvez sim, talvez não. Pois é, talvez não. Mas olha ao seu redor. Tira a cabeça desse emaranhado de sentimentos ai dentro, que mais parecem uma estampa de camiseta ao contrário, e olha pra fora. Olha ao seu redor, olha que estampa bonita!
Essa tal luzinha pode até ser o sol. Tá, eu sei, ele causou toda essa vermelhidão dolorida nos seus ombros. Mas, poxa, foi ele quem te deu essas sardinhas lindas na bochecha, não foi?
Eu sei, eu posso ser repetitiva, falando que tudo vai ficar bem. Já devo ter escrito isso mil vezes, e das mais diversas formas. Pra falar a verdade, é tudo por que tá tatuado na minha alma. Quando eu mais precisei, tatuaram lá, foram meus anjos...
Deixa eu tatuar isso na sua, deixa eu pousar nesse seu ombro vermelho e ser o seu.
Essa dor não é pra sempre, isso eu te prometo, um dia a gente acorda e vê uma luzinha surgindo em todo esse cinza que a vida tende a ser. Não, não é um trem desgovernado. É o amor? Talvez sim, talvez não. Pois é, talvez não. Mas olha ao seu redor. Tira a cabeça desse emaranhado de sentimentos ai dentro, que mais parecem uma estampa de camiseta ao contrário, e olha pra fora. Olha ao seu redor, olha que estampa bonita!
Essa tal luzinha pode até ser o sol. Tá, eu sei, ele causou toda essa vermelhidão dolorida nos seus ombros. Mas, poxa, foi ele quem te deu essas sardinhas lindas na bochecha, não foi?
Eu sei, eu posso ser repetitiva, falando que tudo vai ficar bem. Já devo ter escrito isso mil vezes, e das mais diversas formas. Pra falar a verdade, é tudo por que tá tatuado na minha alma. Quando eu mais precisei, tatuaram lá, foram meus anjos...
Deixa eu tatuar isso na sua, deixa eu pousar nesse seu ombro vermelho e ser o seu.
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